
Quem teve a iniciativa para o projeto “Mala do Livro”?
O projeto começou em 1990 com a Coordenadora do Sistema de Bibliotecas Municipais Neusa Dourado, em Samambaia, a primeira cidade satélite do Distrito Federal. No início os livros ficavam em cestas de palha, mas como houve um aumento significativo do número de exemplares, começamos a confeccionar caixas-estantes. Essas caixas comportam até 200 livros, dependendo da espessura.
Como funciona o projeto?
As caixas-estantes ficam na casa dos líderes comunitários, chamados de Agentes Comunitários da Leitura. Todos eles são voluntários. Essas pessoas são escolhidas por um representante cultural da cidade ou se candidatam à vaga na Diretoria de Bibliotecas Públicas. As comunidades então passam a ter acesso ao acervo. O empréstimo dos livros pode ser feito por até sete dias podendo ser renovado quando não há reserva do título por outro leitor. Para se cadastrar como leitor, basta se inscrever na Biblioteca Domiciliar mais próxima. Os livros permanecem com os voluntários por três meses, e, após esse período, ele pode escolher se quer continuar como guardião da caixa ou não.
Que tipo de livros contém o acervo?
O acervo é bem diversificado. São livros de literatura, romance, livros didáticos, constituição, estatutos.
O projeto funciona só no Distrito Federal ou alcança também outras cidades?
Já existem experiências em outros estados e até em outros países. São Tomé e Príncipe, que é um dos membros da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa, encomendou nossas caixas-estantes e o projeto já existe lá. Mas esses estão fora de nosso alcance, eles só copiam o modelo. Tem “Mala do Livro” também no Rio de Janeiro, no sul da Bahia, em Porto Velho, interior de Minas, Sergipe. Hoje a “Mala” deixou de ter um caráter domiciliar e até serve como projeto de apoio. As caixas-estantes estão em abrigos, orfanatos e presídios. Calculamos que atualmente atendemos a mais de um milhão de pessoas. Só no DF temos 512 de caixas-estantes.
Já foi observada alguma melhora nas comunidades atendidas pela “Mala do Livro”?
Já, claro! Houve um aumento no número de aprovados no vestibular, por exemplo. O número de leitores nessas cidades, que antes era muito reduzido, também cresceu significativamente. Até pessoas que tinham parado de estudar voltaram a se interessar e a ler mais.
Como o projeto adquire os livros?
A Secretaria de Cultura compra os livros para o projeto. Contamos com voluntários também, que fazem muitas doações. A sociedade tem sido muito bondosa conosco.
Quem fabrica as caixas?
Os presos da FUNAP (Fundação de Amparo ao Preso) são quem fabricam as caixas-estantes. Nós temos uma parceria com a Secretaria de Segurança Pública do DF, que tem convênio com a FUNAP, que nos fornece esta mão-de-obra.
Quem usufrui mais disso?
As crianças e os adolescentes são os usuários mais assíduos do programa.

A projeto é fantastico. Porque a mundança do padrão de vida das pessoas mais simples, passa pela educação.
Somos o maior albergue da cidade de São Paulo, atendemos atualmente 800 pessoas em situação de rua. com ajuda de voluntários montamos uma pequena bilbioteca. Queremos iniciar uma campanha de estimulo a leitura.
Gostaria de saber da possibilidade de receber-mos do projeto livros diversos.
Estamos a disposição para qualquer esclarecimento
O projeto é excelente. Parabens
oi pessoal sou estudante do curso de história, e gostei muito desse iniciativa de vocês, tambem gosto muito de ler mais em casa nao tenho livros pois meus pais nao tem recursos. vocês tem alguns livros para manda para mim! abraços serei bastante grato!…
rua: 21 de setembro n° 747 bairro: paripe
salvador bahia cep: 40800430
gostaria de adquirir as caixas para implantar a MALA DO LIVRO AQUI NA NOSSA PERIFERIA. GRATA. ZENAIDE.